O Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga assinalou o décimo sétimo aniversário no passado fim-de-semana, dias 16 e 17 de Novembro. Da programação destacam-se duas produções com a comunidade severense: O Espetáculo Do Sacro ao Profano: Ecos de um Povo, que contou com a participação de 60 severenses e a instalação artística: Sever em Flor. Foram, aliás, dois dias em cheio, com uma programação diversificada que quis atingir os diferentes públicos e que contou com uma boa adesão.

Do Sacro ao Profano um espectáculo inédito criado por severenses, sobre severenses e para severenses. Um espectáculo que foi uma viagem às tradições e memórias colectivas e que juntou várias colectividades severenses em palco: Rancho Folclórico de Sever do Vouga; Florinhas de Silva Escura; Grupo Típico de Talhadas; Cantos e Cordas da Universidade Sénior, Cantares do Vouga e Grupo de Bombos da Escola Secundária de Sever do Vouga. Durante quinze dias, cerca de 60 severenses, trocaram o conforto de lar por este projeto artístico. Os resultados não deixaram margem para dúvidas: Valeu a pena. O espectáculo encantou e divertiu, não só a plateia, mas também os participantes.

À porta do CAE as boas-vindas. Uma passadeira em flor, com cores, com histórias, com afetos de oito mulheres que durante semanas criaram este projeto de rua. À frente também o banco e o caixote do lixo, estão diferentes. Bem, mais bonitos. O desafio é continuar rua a baixo, a criar identidade, a florir Sever do Vouga. O projeto foi orientado por Maria de Lurdes Costa e, mais uma vez, à semelhança do ano anterior, onde criaram a manta de retalhos, o projeto deixou a sua marca. No final, Maria de Lurdes Costa falava com orgulho do trabalho colectivo, mas, sobretudo, dos laços que ficam.

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