É possível que, dentro de dois anos, quem entre num supermercado se depare com algum produto que tenha um rótulo a dizer «Mirtilusa-Mirtilo de Sever do Vouga». Na sequência da apresentação do projecto de investigação «Myrtillus - Mirtilo com Inovação», a Mirtilusa pondera expandir a sua área de negócio, apostando na transformação do fruto azul. Uma vontade manifestada pelo seu presidente, José Sousa, que irá levar o assunto para ser debatido entre os produtores.

 

“A minha vontade é que, dentro de dois anos, haja algum produto nas cadeias de supermercado com a marca Mirtilusa-Mirtilo de Sever do Vouga”, disse ao Beira Vouga, José Sousa. Para isso, seriam utilizados os frutos sobremaduros (os que caem das plantas) e os de calibre reduzido, com menor valor no mercado. “Possivelmente, é por aí que devemos começar o processo de transformação porque são frutos que, à partida, o produtor não comercializa ou que são pagos a preço mais baixo”, explica José Sousa, acrescentando que “a utilização dos frutos muitas vezes dados como perdidos pode vir a ser o motor de arranque para a Mirtilusa apresentar os primeiros produtos no mercado”.

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