Cancro. É uma palavra, seca, dura que evitamos ouvir. Tentamos ignorar, fazer de conta que não é, nunca vai ser, connosco… mas, de repente é, e o mundo desaba. Foi que aconteceu a Beatriz Ribeiro, Maria Santos, Cidália Pereira e Maria João Ladeira. Quatro severenses que em comum têm o facto de serem sobreviventes de cancro. Quando receberam a notícia, as suas vidas ruíram, mas decidiram entrar na luta para vencer. Olharam em frente. Seguiram caminho e contornaram com convicção cada obstáculo. Não puseram a vida em “stand-by”, antes pelo contrário, continuaram, porque havia algo mais forte: a vontade de viver. No fim do projeto “Dou Mais Tempo à Vida” decidiram partilhar as suas histórias connosco. São histórias inspiradoras, de resiliência, de luta, de aprendizagem, mas sobretudo de esperança, de lucidez de quem conhece a beleza de saber viver um dia de cada vez.

Aprendi a viver um dia de cada vez

Às vezes é assim. Quando achamos que a vida não pode piorar, ela arranja-nos maneira de nos provar que estamos errados. Foi assim com Beatriz que ainda fazia o luto da morte do pai e tentava recuperar de uma crise financeira, quando descobriu que tinha cancro de mama. “Tudo se juntou numa bola de problemas”, recorda. Beatriz descobriu um “caroço” na mama e não descansou até receber a notícia da voz dos médicos. A confirmação que, no seu coração, desde aquele momento sabia. Tinha cancro de mama. “Fiz um filme completo”. A espera foi horrível, mas a confirmação não foi melhor. “Perguntei a mim mesma, mas porque a mim? Eu não fiz nada de mal!”. Guerreira por natureza, decidiu começar a ver o problema de outro modo, afinal um copo pode sempre estar meio cheio ou meio vazio. Para Beatriz estará sempre meio cheio. “Fiz a pergunta de outra forma: “Porque não eu e porquê o outro? Eu não sou mais do que ninguém… se aconteceu comigo eu tenho é que me focar e resolver o problema”, conta.

Um percurso com fé, à descoberta de forças que desconhecia

A fé de Maria Santos acompanhou-a em todo o percurso. Fê-la encontrar forças que não sabia ter. Fez a diferença nesta caminhada. “Foi um período bastante complicado e difícil de passar, mas nunca perdi a esperança”, recorda. Caminhou, sempre. Com menos, mais dificuldade, mas sempre em frente, nunca desistiu. Até porque ia de mãos dadas com a sua família, os seus amigos que nunca a deixaram cair. Uma rede pela vida que foi uma espécie de boia de salvação. “Tive uma grande ajuda da minha família, amigos mais próximos e da LPCC que sempre me ajudou no que eu precisei. Foram muito prestáveis e com a graça de Deus correu tudo bem”, conta.

Aprender a agradecer o dom da vida todo os dias

Três nódulos no fígado levaram Cidália Pereira para o IPO. Seguiu-se uma longa e difícil jornada.O processo de diagnóstico para encontrar o tumor primário durou sete meses”, conta. Sete meses de incertezas, de exames e mais exames… Até que surgiu a primeira cirurgia. “Foi encontrado o primário no apêndice”, recorda. Cidália sabia que a história não terminava naquele dia. A jornada seria, é, ainda hoje, diária. “ A excelente equipa do IPO que me acompanha tem-me permitido fazer tratamentos eficazes e dar qualidade à minha vida”, sublinha. Cidália não se lembra de chorar. Encarou a doença com fé, otimismo e esperança. Este cancro podia ter sido uma sentença, mas, Cidália Pereira tinha outros planos e decidiu fazer uma limonada com os limões que a vida lhe deu. A vida é de facto um conjunto de lutas e Cidália Pereira vai vencendo o cancro a cada dia. Continuando o seu percurso, encontrando tempo e disposição para fazer o que lhe traz felicidade, para dar um pouco de si ao próximo. Cidália continua o caminho, colhendo os espinhos, mas, sobretudo, as flores que a vida tem para lhe oferece. “Sejam positivos, tenham muita fé e agradeçam todos os dias”, este é conselho de Cidália. Uma lição de vida que vale a pena seguir.

Coitadinha? Não, eu sou é feliz, muito feliz!”

 Maria João Ladeira tinha apenas 33 anos quando descobriu que tinha cancro de mama. Num segundo, num ápice… a sua vida desmoronou. A notícia chegou de rompante como um furação, mas Maria João reergueu-se, pegou nos destroços e reconstruiu a sua vida. Decidiu enfrentar de frente o problema. Era isso ou desistir, mas Maria João não é de se deixar vencer de qualquer maneira. O cancro encontrava aqui uma lutadora a altura. “De repente, foi como se tivesse aparecido uma luz. “Pensei: Maria João, tens 33 anos, tens a tua vida toda pela frente, tens um filho de sete anos. Tens que ficar boa, estás aqui, é para vencer!” E assim foi. Seguiram-se oito sessões de quimioterapia, uma mastectomia radical com esvaziamento axilar, a queda do cabelo em apenas onze dias… Obstáculos que Maria João estava convicta a derrotar. Logo percebeu que tinha uma palavra a dizer. “A forma como encaramos a doença faz toda a diferença, se te dás à doença, esquece”, avisa.

Maria João garante “vivi muito durante o ano em que tive o cancro”. Continuou a conviver, a rir, a chorar, a cantar, como qualquer um. Afinal, tinha problemas, como qualquer um. “Eu nunca quis esconder, eu era assim a partir daquele momento”. A jovem cedo se apercebeu que “há muita gente que não sabe lidar com a situação”, quando, na verdade, é muito simples: “nós temos que ser nós, é só isso!” Maria João nunca admitiu ser tratada como “coitadinha”. Merecia mais respeito. “Uma vez, ia com o meu filho pela mão e ouvi uma mulher a dizer sobre mim: coitadinha! Eu parei, sorri e disse-lhe: coitadinha não! Feliz, eu sou muito feliz!”.

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Trinta equipas de voluntariado, mais de 300 voluntários envolvidos diretamente no projeto, 41 iniciativas promovidas, mais de 35 mil euros angariados. São estes os números do projeto “Dou Mais Tempo à Vida”, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) em Sever do Vouga, que encerrou no passado sábado, 16 de Junho. Depois de três meses de atividades em todas as freguesias do concelho, viveu-se um encerramento em grande. Pelo Parque Urbano da Vila passaram largas centenas de pessoas. Um dia de festa, com música, dança, teatro, gastronomia e muitos, muitos sorrisos. O dia foi também de sensibilização, um dos pilares deste projeto.

Durante três meses foi assim. Um concelho unido pela prevenção do cancro. O tema chegou a todas as freguesias do concelho que, hoje, estão mais sensibilizadas para a doença. “Dou Mais Tempo à Vida” foi um projeto de voluntariado comunitário, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, mas feito por severenses que, no final, continuavam de mãos dadas e com o sentimento de dever cumprido, como nos relata uma das responsáveis, Beatriz Ribeiro. “A adesão foi muito positiva, todas as freguesias aceitaram o projeto maravilhosamente. Os severenses perceberam a importância desta causa”, sublinha a severense que destaca os laços que o projeto criou. “Ao mesmo tempo que ajudamos o outro a ter uma qualidade de vida, vivemos momentos incríveis, conhecemos novas pessoas, rimos muito, vivemos verdadeiramente em comunidade. Na realidade aprendemos, mesmo, a dar mais tempo à vida. Todos fomos capazes de construir uma bela “tapeçaria”, em que os fios das nossas vidas se interligaram”, contou.

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Os mirtilos são conhecidos como pequenos frutos, mas Sever do Vouga, vai passar a ter um gigante. Trata-se de uma estátua que será inaugurada no Parque Urbano, durante a Feira do Mirtilo. Esta é um das muitas novidades de mais uma edição que quis inovar. A feira do mirtilo realiza-se de 28 de Junho a 1 de Julho e quer voltar atrair muitas pessoas ao concelho.

Em declarações ao Jornal Beira Vouga, Almeida e Costa mostra-se entusiasmado com mais uma Feira do Mirtilo, destacando a sua importância para “afirmar Sever do Vouga como a capital do mirtilo, estimular o consumo interno e promover a economia local”. Para o vereador o certame renova-se, ano após ano. O autarca mostra-se satisfeito com o rumo da feira que este ano volta a contar com mais de 100 expositores. Almeida e Costa destaca ainda a forte aposta na componente técnica, “uma responsabilidade de Sever do Vouga que intitulando-se de Capital do Mirtilo, deve estar à frente na fileira”, sublinha. O Vereador com o pelouro da cultura, quis sublinhar também o trabalho em rede dos equipamentos do Município: CAE, Museu e Biblioteca, com a Feira do Livro, vão ter iniciativas, durante o certame.

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Os Bombeiros Voluntários de Sever do Vouga adquiriram recentemente duas ambulâncias. O parque automóvel era reduzido para as necessidades, sendo que, alguns dos veículos estão obsoletos e precisavam de substituição. Um investimento que ronda os 120 mil euros, cuja urgência é sublinhada pelo Presidente dos Bombeiros, Ademar Carvalho que já solicitou o apoio da Câmara Municipal, para poder fazer face a este investimento.

Os Bombeiros adquiriam uma ABSC (Ambulância de Socorro), um investimento que ronda os 60 mil euros. “Era fundamental para estarmos preparados para socorrer à população. Era uma necessidade premente, uma das ambulância que tínhamos estava velha e as avarias eram constantes. Frequentemente estava parada para concertar”, sublinha o presidente da direcção. Esta ambulância já foi adquirida e encontra-se no quartel, aguarda apenas a vistoria do INEM para entrar em funcionamento.

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A Juventude Académica Pessegueirense foi distinguida na III gala da Associação de Futebol de Aveiro que decorreu no passado dia 9 de Junho, em Albergaria-a-Velha. A JAP recebeu o prémio “AFA Social” que reconhece os clubes que, para além do futebol, se distinguem na vertente social. Em declarações ao Jornal Beira Vouga, Elisabete Henriques mostra-se orgulhosa pela distinção que vem reconhecer aquelas que são as ideologias do clube.

“É um prémio merecido, estamos muito orgulhosos”, sublinha a presidente do clube que destaca a vertente social da JAP. “Foi assim que este projeto foi pensado, para além da parte desportiva temos sempre como prioridade o desenvolvimento das competências humanas”, sublinhou. A dirigente destaca, ainda, o trabalho de equipa que a JAP tem desenvolvido. “É o resultado do trabalho de muitas pessoas, temos um grupo unido e muito dedicado”, referiu.

A JAP viu, assim, a sua candidatura aprovada. O documento destaca uma recolha de brinquedos para meninos carenciados, promovida em todos os escalões de formação da JAP e a colaboração do clube no projeto “Dou Mais Tempo à Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no âmbito do qual, esta colectividade promoveu uma palestra subordinada ao tema “o desporto como meio de prevenção do cancro” e um torneio solidário de futebol: “Golos por uma boa causa”.

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