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Um novo Messi(as) no ataque à taça que tem escapado PDF Imprimir e-mail
Escrito por Luís Carlos Melo   
02-Fev-2010

A presença de Diego Armando Maradona na África do Sul não vai deixar ninguém indiferente. Foi assim enquanto jogador nos Mundiais de 1982, 1986, 1990 e 1994, será agora como seleccionador da Argentina.
Porém, a estrela promete ser outra. Lionel Messi, eleito o melhor futebolista do ano de 2009, considerado um digno sucessor do astro.

É em Messi e na sua capacidade que residem as esperanças argentinas de voltar a conquistar um título que foge há 24 anos. O craque ainda não atingiu na selecção o brilhantismo que tem patenteado com camisola do Barcelona, mas o recente reconhecimento de que é, de facto, o melhor da actualidade pode servir de tónico para um Verão em grande.

O apuramento da formação celeste para a África do Sul foi feito de sofrimento e o lugar de Maradona chegou mesmo a estar em risco. Duas vitórias nos últimos dois jogos de apuramento permitiram evitar que Messi e companhia vissem a prova… na tv!

Seis derrotas e quatro empates em 18 jogos mancharam uma caminhada ensombrada ainda por uma humilhante goleada (6-1!) sofrida contra a Bolívia.

O que lá vai, lá vai, e a Argentina já conquistou estatuto para ser apontada em todas as grandes competições como favorita à vitória.

Depois das desconfianças e de algumas polémicas, Diego Maradona tem na África do Sul um decisivo teste de fogo às suas reais capacidades como treinador. O eterno número 10 faz, no entanto, questão de lembrar que não chegou ´ontem´ as estas coisas da bola: “Participei em Campeonatos do Mundo e cheguei a duas finais. Sei como fazer, como orientar o grupo e como treinar os jogadores. Tenho crédito para falar do tema. Não cheguei em oitavo, nono, nem fui eliminado na primeira fase. De alguma coisa eu entendo”, disse.
Há quatro anos na Alemanha, os argentinos quedaram-se pelos quartos-de-final, mas antes têm um histórico de quatro presenças em finais: ganhou à Holanda em 1978 e à Alemanha em 1986 (no Mundial de sonho de Maradona!), mas perdeu com o Uruguai em 1930 e com os alemães em 1990.

Acreditando que está na altura de voltar a festejar, o seleccionador vai trabalhando o campo motivacional: “Digo aos meus jogadores que 30 dias de sacrifício para beijar a taça não são nada na vida de um homem. Conseguir isso é tocar o céu com as mãos”. Fala quem já “tocou o céu” por duas vezes!

A Argentina integra o Grupo B, onde foi cabeça-de-série, defrontando na fase inicial a Nigéria (12 de Junho), a Coreia do Sul (17 de Junho) e a Grécia (22 de Junho).

 

 
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