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Prevenção Rodoviária PDF Imprimir e-mail
Escrito por Fernanda Ferreira   
03-Nov-2008

A Prevenção Rodoviária começa em casa com os exemplos dados às crianças

 
Quando o assunto é Prevenção Rodoviária surgem sempre as mesmas questões: evitar o álcool, o excesso de velocidade, ter cuidado com a fadiga, respeitar os sinais de trânsito, entre tantas outras recomendações que todos nós já sabemos, mas infelizmente teimamos em não dar a devida importância. No entanto, nunca é demais dizer que o comportamento nas estradas reflecte o nível de civismo de um país. E infelizmente, Portugal não tem motivos para estar orgulhoso.

A Prevenção Rodoviária deve começar cedo. É nas crianças que se deve apostar através da educação rodoviária nas escolas e em casa. Recorde-se que as crianças aprendem mais com os exemplos dados. Por isso mesmo, os pais e os professores são os principais responsáveis pela formação do carácter dos mais pequenos. Se for capaz de transmitir pequenos ensinamentos ao seu filho, certamente irá tornar-se um adulto mais responsável e consciente da importância do seu papel no que diz respeito à segurança rodoviária.

Ensine o seu filho a atravessar em locais com boa visibilidade para ambos os lados, de forma a melhor ver e ser visto. Olhar para a esquerda, depois para a direita e novamente para a esquerda e só atravessar depois de se certificar de que não se aproxima nenhum veículo. Ensine-o a ser um peão responsável e cumpridor das regras e normas de segurança rodoviária.

 

(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Novembro do Beira Vouga)

 

 

Segurança Rodoviária

 

Em todo o mundo, por ano, cerca de um milhão e duzentas mil pessoas morrem em resultado de acidentes de viação, os quais deixam ainda sequelas em vários outros milhões… Em Portugal morreram, na estrada, o ano passado, 854 pessoas, registando-se, ainda, 3116 feridos com gravidade…

Se é certo que, entre 1999 e 2006, Portugal registou os melhores resultados da Europa na diminuição da sinistralidade rodoviária, com uma diminuição de 54,5% de acidentes (enquanto a Média dos 25 países da UE foi de menos 28,3%), não é menos certo que a gravidade da situação (cada vítima mortal, ou grave, é sempre um drama pessoal, familiar e social) continua a exigir de todos nós uma particular mobilização.

Não obstante todos os esforços já realizados – que se traduziram, como vimos, numa diminuição acentuada face ao nosso passado recente –, não é exagero afirmar que a sinistralidade rodoviária permanece um verdadeiro flagelo nacional, com todos os prejuízos de natureza pessoal, social e económica que acarreta.

Não podemos, pois, continuar a pactuar com comportamentos inadequados, com manifestações constantes de falta de educação cívica por um número ainda demasiado significativo dos nossos condutores, com excessos de velocidade e/ou condução sob efeito de álcool…

Aveiro, um dos distritos mais populosos do país e que é atravessado por algumas das principais estruturas viárias nacionais, também por isso, vive particularmente este problema.

Através do Conselho Coordenador Distrital de Segurança Rodoviária, o Governo Civil de Aveiro, conjuntamente com os restantes parceiros, tem analisado o fenómeno da sinistralidade rodoviária e procurado mobilizar todos os que utilizam a estrada para a adopção de comportamentos responsáveis que possam conduzir a uma efectiva diminuição dos acidentes e do número de vítimas.

Entre as matérias que têm merecido especial atenção contam-se os acidentes com veículos de duas rodas, pela comprovada gravidade das suas consequências, bem como os efeitos do álcool na condução, a par de iniciativas de carácter preventivo e pedagógico junto dos mais jovens…

Alicerçados nos resultados obtidos nos últimos anos, temos a fundada expectativa de poder vir a contribuir para situar Portugal, em 2015, entre os 10 estados membros da União Europeia com as taxas de sinistralidade mais baixas. Os resultados já hoje alcançados, sobretudo quando cotejados com o nosso passado recente, servem-nos seguramente de estímulo.

Mas é preciso que todos tenhamos consciência que, para diminuirmos a sinistralidade rodoviária, é necessário que todos nos empenhemos numa utilização mais responsável das nossas estradas.

Contamos, pois, com o contributo de todos para o objectivo de uma estrada mais segura.

Vale o mesmo dizer que contamos consigo.

 

 

O Governador Civil de Aveiro

Filipe Neto Brandão

 

 

 
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Tempo

Aveiro, Portugal
Temperatura: 17°C
Sensiblidade Térmica: 17°C
Humidade: 100%
Velocidade: 8 km/h
Direcção.: 200°
Barom.: 1009.1 mb
SSW
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